Saiba como foi o primeiro debate aberto da Rede Rio Paralelo
1Rio Paralelo, Crônica da mesa: Encontro Público 1
por Lu Baratz
No primeiro ciclo público da rede, o bate papo era o Rio de Janeiro. Claro: praia, cerveja e seus derivados. Como movimentar sustentávelmente a economia criativa e paralela da cidade? Vide nosso mapa. *** Paralelo este, que sustenta a rota cultural diária, não apenas nos moldes de eventismos pontuais, mas sim abrigando a programação que oferece uma alternativa ao mainstream vigente. Entre mortos e feridos, ainda não se salvaram todos. Mas vamos manter a calma e agir. Velocidade de empreender, fomentar e modificar um cenário nada fácil, para fugir da tragédia cultural anunciada por Maurício Valladares (Ronca Ronca). Um dos ilustres convidados que honrou o primeiro encontro promovido pelo Rio Paralelo, no Cine Jóia. A esperança vai bem, obrigada.
Diz-se muito que a cidade vive um boom, devido aos grandes projetos que aqui vamos receber. Rio, amado e controverso Rio. A especulação imobiliária dos gringos que aqui virão, em 2014 e 2016, ainda não ofereceu vantagens aos pequenos empresários do entretenimento e da cultura, chame como você se sentir mais confortável. Vejamos como manter as portas abertas de estabelecimentos com alugueis em ascensão e nenhum apoio do poder público, além de um mercado rugindo.
Vamos à cidade, às ações, à cultura e, porque não, à fazer negócios. Sem dramas, mas, daqui pra frente (citando Lulu Santos e o pop), tudo vai ser diferente. A conclusão do que o Rio Paralelo precisa: uma dosagem exacerbada de pragmatismo e reformulação interna e externa. Interno, organização, gestão de negócios, de busca por investimento. Externo, refletir e promover uma reformulação da visão do mercado. Ousado? Necessário. Por isso, agora, contamos um mapa bem diagramado!
Seguimos nós, os pequenos empresários, unindo forças e organizando a potência, dando nomes aos bois. Afinal, o Rio Paralelo não é nenhuma novidade, já éramos uma rota estabelecida só que ainda não declarada oficialmente. Temos um acordo tácido cultural com a cidade, para o público que anseia sair da mesmice-pastiche, da massa, incolor, e dos turismos além das bunda das mulatas, e de quem, de fato quer ver o Rio.
Estamos falando de negócios com 10 anos de estrada, como a Casa da Matriz, a Baratos da Ribeiro, a Foxfobox. Lugares que alimentam a vida inteligente da cidade e são praticamente patrimônios do “povo paralelo”. Mas, afinal o que é um povo paralelo? Essa eu deixo pra vocês, meu eu lírico é contra definições no momento.
Paralelo, só sei, que é diversidade, e algo menos taxativo do que o termo underground, que na minha opinião é mais que “demodê”. Paralelo é abrangente e múltiplo. Nem sei se tão esotérico e paralelo assim, mas que há uma cultura paralela, a não ser que se prefira a seara da miopia, há.
Yes, nós temos boas ideias, bananas e negócios. Movimentamos 100 mil pessoas por mês, isto é, 12 Rock’ n’ Rios por ano. Mas, sofremos impactos severos com o dito cujo. No mês do mega evento a circulação nas casas diminuiu em mais de 40% e consequentemente o faturamento despencou. A rede, a teia, as articulações, são emaranhados de negócios que se dialogam. Falha da falta de política de planejamento para o efetivo desenvolvimento, dilatando os gargalos e gerando mais renda. Quem deixa de ganhar, nesse, caso é o próprio Rio.
Presenças interessantes como o e-night, de Mario Mamede, e o convidado Paulo Monte, responsável por um dos melhores formatos alternativos do momento, o Embolacha, exemplo de crowdfunding, apontam a tendência da virtualidade e das plataformas colaborativas. A boa e velha vaquinha dos amigos, agora é no cyberespaço.
No caso do e-night, a compra antecipadas de serviços, garante um capital circulante palpável para as casas noturnas, melhor do que as listas amigas fantasmas e voláteis. Se por um lado, a voz ativa dos contribuintes gera um comprometimento significativo para que os projetos se tornem possíveis (via o “financiamento da multidão”), por outro lado, a última moda do facebook é confirmar o maior número de eventos possíveis e não comparecer a nenhum! Hoje em dia você pode estar virtualmente presente, e na realidade não se comprometer de fato com nada. Pelo lado do virtual, uma faca de dois legumes.
O que a Rede Paralelo e seus estabelcimentos precisam, além das ferramentas virtuais, é justamente o cultivo do LUGAR em si, e usar de todas as formas para envolver o público. Não somos um não lugar, somos o cheiro, o gosto, a circulação, os afetos e o encontro das pessoas. O que faz a vida florescer. Como bem disse Mauricio, do Baratos (mais ligado a visão fatalista do guru do Ronca Ronca), “acima de tudo somos lugares, locais de encontro e nosso público é cheio de idéias, esse é o diferencial, apoiamos essas causas da criação”. E arremata “não nasci pra ser ONG…” É Maurício, meu véio, ONG eu não sei, mas como bem disse o Cabbet, “a gente vai ter que se organizar sim”, rápido e direitinho, rumo a tocha olímpica! Sorte lançada, vamos aproveitar as oportunidades, e ainda não há nada melhor do que os amigos reunidos pra achar boas saídas e estratégias.
Rede Rio Paralelo promove debate no Cine Joia
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No dia 28/11, segunda, às 18h30, a Rede RIO PARALELO promove um debate no Cine Joia, em Copacabana. Chegue cedo pois o cinema conta com 87 lugares, distribuídos por ordem de chegada (sujeito à lotação). O encontro encerrará o evento de lançamento da Rede Rio Paralelo, com ações exclusivas dos parceiros da rede, que acontece entre os dias 25 e 28 de novembro (de sexta a segunda).
Cada estabelecimento terá atrações em seu campo de atuação, com o lançamento de livros, shows, exposições, mostras de cinema e descontos nos cardápios dos bares. Inicialmente estarão presentes casas e lojas do circuito Centro-Sul do Rio de Janeiro. Em breve chegaremos também às zonas Norte, Oeste e Niterói. Pegue nosso guia impresso com um mapa indicando os participantes e as atrações mais próximas!
SEMINÁRIO:
Mercado x Cultura: qual o futuro dos pequenos e médios negócios culturais como lojas, casas e salas de espetáculos e exibição no Rio de Janeiro dos grandes eventos?
Participantes:
Maurício Valladares, radialista, fotógrafo e criador do programa RoncaRonca
João Luiz de Figueiredo, coordenador do Núcleo de Economia Criativa da ESPM
Raphael Aguinaga, sócio do Cine Joia
Maurício Gouvea, sócio do sebo Baratos da Ribeiro
Paulo Monte, sócio da Bolacha Discos e do Embolacha, site de financiamento colaborativo
Mediador: Leo Feijó, do Grupo Matriz
Temas:
O impacto dos grandes eventos nesta cadeia produtiva, os custos elevados com aluguéis e a sustentabilidade das lojas, o vício do mercado publicitário em apoiar apenas eventos e negócios com grande escala e as barreiras para obtenção de patrocínio neste segmento, a possibilidade de criação de uma holding cultural de médios e pequenos, o papel do poder público e, ainda, como o crowdfunding pode ser útil neste esforço?
Quem somos:
Rede Rio Paralelo é resultado do esforço de produtores culturais cariocas para promover um tipo particular de ambiente: lugares que incitem experiências diferenciadas a partir da música, dos livros, de filmes e objetos de arte, design e outras peças ligadas a cultura.
Estão ligados nesta ação pioneira:
Audio Rebel, Baratos da Ribeiro, Berinjela, Boteco Salvação, Casa da Matriz, Cavídeo, Café do Solar, Cine Joia, Cine Santa, Clandestino, Espaço Acústica, Folha Seca Livraria, Fosfobox, Gibeer, King Seven, La Cucaracha, Livraria Oito e Meio, Moviola, Pista 3, Puebla Café, Saloon 79, Sempre Música Discos e Teatro Odisséia.
DEBATE
Dia 28/11/11 – 18h30
Cine Joia: Av N S Copacabana 680 – Subsolo H
Informações: rederioparalelo@gmail.com
Capacidade: 87 pessoas
Adquira seu Cartão Rio Paralelo
1A partir dessa sexta, dia 25 de novembro de 2011, os cartões poderão ser adquiridos nos locais Participantes da Rede, dentro do horário de funcionamento de cada um deles.
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Vários locais oferecem cortesias e promoções vinculadas à compra do Cartão Rio Paralelo, aproveite!







