01 Baratos da Ribeiro

Esse ano vai ser um Barato!

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Olá,

Nós do SEBO BARATOS DA RIBEIRO queremos te desejar um novo ano muito melhor do que este que acabou de findar: um 2012 mais tranqüilo de espírito, mais agitado em se tratando de diversão, surpreendente pelas boas oportunidades, onde o amor seja ainda mais celebrado e o tempo esteja sempre à seu favor. Tempo para curtir os amigos – e encontrar novos – e para bolar planos mirabolantes visando a felicidade. Felicidade para você e todo mundo em volta, incluído os desconhecidos com os quais trombamos todo dia. (Pensar em comunidades, seja uma ONG ou um fã-clube, nunca fica démodé.) Uma dose de sorte para ajudar nos planos. (Mais grana é sempre bem-vinda também.) De resto, a gente arregaça as mangas e dá um jeito, certo?

Queremos também te convidar pra vir nos conhecer. Ou se já nos conhece, para bater um papo e explorar as novidades. São uns 20 mil livros e uns 7 mil LPs espalhados por aqui, além de uns cartazes, CDs e outros badulaques do universo literário e musical.

 

 

Somos um sebo pra frentex nuns tantos aspectos, mas gostamos da tradição: até parece um alfarrábio muito mais organizado que os outros, mas quase nada está catalogado é se dá bem mesmo quem fuça bastante: com calma, disposto a se surpreender com um disco ou livro inesperado, mas que o encanta. Tem sempre um som bacana rolando de fundo, mas nada estudado: é o que gostamos de ouvir, portanto não espere por aquele jazz ou lounge suave e sussurrado de beira de piscina de hotel. Pode até ser um rock´n´roll porreta ou um Robertão choroso. Somos jovens, mas temos nosso dias de melancolia também.

 

Afinal, nosso negócio é vender, trocar e comprar livros e discos usados.

O que não quer dizer que gostamos só de velharia ou que somos nostálgicos. Volta e meia pintam obras recém-lançadas – sempre a precinhos super camaradas. Ainda mais agora: muita gente se vê com um presente legal de Natal ou de amigo oculto nas mãos, mas não muito a ver com seus interesses; e tem a galera que aproveita as férias para organizar o apê e passar adiante o que já usou e não quer guardar.

Além disso, rolam uns lançamentos por aqui. Artistas e escritores iniciantes, em geral do circuito independente, acabam encontrando na Baratos da Ribeiro um lugar acolhedor onde são tratados como grandes estrelas. Porque afinal o que nos interessa é qualidade, e não precisamos vender zilhões de exemplares para acreditar nela. Gostamos de fazer nossas apostas.

 

 

Por exemplo:

ACABA DE CHEGAR O RELANÇAMENTO DE UMA PÉROLA DO SOUL-FUNK BRAZUCA, o álbum que Di Melo lançou em 1975. Era dessas bolachas raríssimas, disputadas em feiras, cotada às centenas de reais, até que o coletivo Vinil É Arte e o selo Brasilis Grooves providenciaram essa reedição em vinil 180 gramas. Se você gosta de Tim Maia, Jorge Ben e de Gerson King Combo, corra! Além da tiragem ser pequena, é ainda menor a quantidade de LPs embaladas numa luxuosa edição gatefold, com ficha técnica minuciosa e um texto de apresentação escrito à mão pelo próprio Di Melo, por ocasião do relançamento.

Dá uma olhadinha aqui no site do PREFIRO VINIL (onde você pode também comprar com o cartão de crédito e solicitar o envio pelo Correio, se não quiser ir buscar na loja):

http://www.prefirovinil.com.br/disco/Di_Melo-Di_Melo-36653/

 

MAS QUEM TEM O CARTÃO DE VANTAGENS DO RIO PARALELO TEM… VANTAGEM, ORA BOLAS!

Então é o seguinte:

a edição “delux” do Di Melo custa R$ 150,00, mas apresentando o cartão você ganha um compacto da Vinyl Land (tem Nina Becker, Graveola, Rock Rocket e outros) ou pode incluir no pacote, pagando mais 10 pratas, o disco 10” do Conjunto Vazio, entitulado “Prenda o Thadeu” – projeto do paulista Thadeu Meneghini, em parceria com gente do calibre de Chuck Violence, Jards Macalé, Wado, Ronei Jorge, Tatá Aeroplano e Genival Lacerda!

Ah, não sabia desse tal cartão?

Custa só R$ 10,00 e dá direito à mimos em algumas das casas mais bacanas do circuito cultural carioca.

www.rioparalelo.com

 

O Conjunto Vazio foi lançado em 2009 graças a uma parceria da Baratos da Ribeiro com o selo Inker.

POIS É, A BARATOS TAMBÉM LANÇA NOVOS ARTISTAS, DÁ UMA DE GRAVADORA OU EDITORA, dá um empurrãozinho, por assim dizer. Mas fica feliz mesmo é ao ver o pessoal batendo asa por aí. O coletivo CLUBE DA LEITURA teve sua primeira antologia de contos lançada no mesmo ano, pelo selo Baratos, mas em 2010 botou projeto no site MOVERE de Incentivo Coletivo e o segundo volume de contos destes jovens autores sai nas próximas semanas, pela editora FLANEUR, criada por um dos seus membros, Renato Amado.

 

 

O CLUBE DA LEITURA É TAMBÉM UM EVENTO que nasceu e continua acontecendo no Sebo Baratos da Ribeiro, quinzenalmente ‘as terças-feiras. Depois de um pequeno recesso, ele volta no dia 31 de janeiro. Para participar é só chegar junto: traga um romance ou livro de contos de sua predileção, ou simplesmente sua cervejinha e venha bater papo sobre literatura. Para saber mais:

http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/

 

OUTRO EVENTO REGULAR É O CLUBE DO VINIL.

Mais festivo: o residente DJ Ácaro convida colecionadores de discos para serem DJs e botarem na roda, pros amigos ouvirem, suas bolachas mais raras, curiosas, amadas ou dançantes. É como uma reuniãozinha na sala do apê, mas com jeitão de programa de rádio. Porque rolam umas locuções apresentando as canções e porque o fuzuê é transmitido ao vivo pela WEB RÁDIO GRAVIOLA:

http://www.radiograviola.com.br/

 

 

O Clube do Vinil retorna no dia 19 de janeiro, RECEBENDO MATIAS MAX, da incensada loja de apetrechos maneiros LA CUCARACHA – que também integra a rede RIO PARALELO.

APROVEITANDO PARA LANÇAR (mais uma vez) a revista TARJA PRETA, da qual Matias é um dos editores. (Ele é o criador do lendário Capitão Presença!) Uma noite temperada por grooves latinos, reggae, soul & funk, dub e algumas despirocações sonoras.

 

 

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Um pequeno intervalo para enfatizar QUE UTILIZANDO O CARTÃO RIO PARALELO VOCÊ REALMENTE VAI SE DAR BEM!

São várias vantagens que cada casa oferece. Na Baratos, dentre elas, o portador do cartão ganha 1 item a mais nas seções em promoção.

Então os outros podem comprar 3 LPs por R$ 20,00. Mas você, associado ao Rio Paralelo, leva 4 LPs pagando 20 mangos!

E acha que só tem chepa nesse saldo? Pois se engana! Tem U2, Egberto Gismonti, Talking Heads, Rita Lee, Supertramp, Jethro Tull, Milton Nascimento, Cat Stevens, Caetano Veloso, Beatles, Stanley Clarke, Bruce Springsteen, Oingo Boingo Moraes Moreira, Freddie Hubbard, The Moody Blues, Sonny Rollins, R.E.M., Gentle Giant, Eduardo Dusek, Alice Cooper, Paralamas, Gênesis, Premiata Forneria Marconi e muito mais.

Já quanto aos livros, temos uma seção em que qualquer livro sai por 5 pratas e o pacote de 3 fica por R$ 10,00. Mas com o cartão você leva 4 livros por 10 mirréis!

Ali você encontra Freud, “Bastidores do Arquivo X”, Veríssimo, Henfil, “Cisnes Selvagens”, Ana Maria Machado, Amyr Klink, Affonso Romano de Sant´Anna, Paul Tabet, Gore Vidal, “Cadeia de Comando”, Ariel Dorffman, “O Códig Da Vinci”, Pedro Paiva, Barão de Itararé, Howard Fast, “As mil e uma noites”, Doris Lessing e muito mais.

E se quiser ir mesmo atrás das pérolas discográficas, ou de livros esgotados ou autografados, tem descontos especiais te esperando.

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Esse ano promete.

 

 

Inclusive porque a rede RIO PARALELO está só começando a brincar. O horizonte é infinito com a união de forças de casas noturnas (como a Fosfobox), restaurantes (como o Puebla), botequins (como o Salvação), livrara (como a Moviola), casas de shows (como o Espaço Acústica), estúdios (como o Áudio Rebel), lojas de discos (como a Sempre Música) cinemas (como o Cine Jóia) e livrarias (como a Folha Seca) tão engajadas em fazer do Rio de Janeiro uma cidade realmente fervilhante em termos culturais. O ano todo, aberta tanto aos antigos e consagrados talentos como aos novos expoentes da boa música, gastronomia, literatura, cinema etc & tal.

 

Então mês que vem a gente bate mais um papo aqui no blog do portal RIO PARALELO:

 

http://gctirado.com.br/rioparalelo/noticias/

 

E quem sentir saudades do Sebo Baratos da Ribeiro pode visitar o site, conferir a programação de eventos ou se inscrever para receber todos os informativos:

 

www.baratosdaribeiro.com.br

 

Ou curtir nossa página no Facebook:

 

http://www.facebook.com/mauriciodabaratos/posts/300997223268973?ref=notif&notif_t=share_comment#!/pages/Baratos-da-Ribeiro-Livraria-Ltda/170107369722222?sk=wall

 

Um abraço,

 

Maurício Gouveia

Gerente

 

SEBO BARATOS DA RIBEIRO

Rua Barata Ribeiro 354, Copacabana

Tel. 21 2256 8634

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Saiba como foi o primeiro debate aberto da Rede Rio Paralelo

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Rio Paralelo, Crônica da mesa: Encontro Público 1

por Lu Baratz

No primeiro ciclo público da rede, o bate papo era o Rio de Janeiro. Claro: praia, cerveja e seus derivados. Como movimentar sustentávelmente a economia criativa e paralela da cidade? Vide nosso mapa. *** Paralelo este, que sustenta a rota cultural diária, não apenas nos moldes de eventismos pontuais, mas sim abrigando a programação que oferece uma alternativa ao mainstream vigente. Entre mortos e feridos, ainda não se salvaram todos. Mas vamos manter a calma e agir. Velocidade de empreender, fomentar e modificar um cenário nada fácil, para fugir da tragédia cultural anunciada por Maurício Valladares (Ronca Ronca). Um dos ilustres convidados que honrou o primeiro encontro promovido pelo Rio Paralelo, no Cine Jóia. A esperança vai bem, obrigada.

Diz-se muito que a cidade vive um boom, devido aos grandes projetos que aqui vamos receber. Rio, amado e controverso Rio. A especulação imobiliária dos gringos que aqui virão, em 2014 e 2016, ainda não ofereceu vantagens aos pequenos empresários do entretenimento e da cultura, chame como você se sentir mais confortável. Vejamos como manter as portas abertas de estabelecimentos com alugueis em ascensão e nenhum apoio do poder público, além de um mercado rugindo.

Vamos à cidade, às ações, à cultura e, porque não, à fazer negócios. Sem dramas, mas, daqui pra frente (citando Lulu Santos e o pop), tudo vai ser diferente. A conclusão do que o Rio Paralelo precisa: uma dosagem exacerbada de pragmatismo e reformulação interna e externa. Interno, organização, gestão de negócios, de busca por investimento. Externo, refletir e promover uma reformulação da visão do mercado. Ousado? Necessário. Por isso, agora, contamos um mapa bem diagramado!

Seguimos nós, os pequenos empresários, unindo forças e organizando a potência, dando nomes aos bois. Afinal, o Rio Paralelo não é nenhuma novidade, já éramos uma rota estabelecida só que ainda não declarada oficialmente. Temos um acordo tácido cultural com a cidade, para o público que anseia sair da mesmice-pastiche, da massa, incolor, e dos turismos além das bunda das mulatas, e de quem, de fato quer ver o Rio.

Estamos falando de negócios com 10 anos de estrada, como a Casa da Matriz, a Baratos da Ribeiro, a Foxfobox. Lugares que alimentam a vida inteligente da cidade e são praticamente patrimônios do “povo paralelo”. Mas, afinal o que é um povo paralelo? Essa eu deixo pra vocês, meu eu lírico é contra definições no momento. ;) Paralelo, só sei, que é diversidade, e algo menos taxativo do que o termo underground, que na minha opinião é mais que “demodê”. Paralelo é abrangente e múltiplo. Nem sei se tão esotérico e paralelo assim, mas que há uma cultura paralela, a não ser que se prefira a seara da miopia, há.

Yes, nós temos boas ideias, bananas e negócios. Movimentamos 100 mil pessoas por mês, isto é, 12 Rock’ n’ Rios por ano. Mas, sofremos impactos severos com o dito cujo. No mês do mega evento a circulação nas casas diminuiu em mais de 40% e consequentemente o faturamento despencou. A rede, a teia, as articulações, são emaranhados de negócios que se dialogam. Falha da falta de política de planejamento para o efetivo desenvolvimento, dilatando os gargalos e gerando mais renda. Quem deixa de ganhar, nesse, caso é o próprio Rio.

Presenças interessantes como o e-night, de Mario Mamede, e o convidado Paulo Monte, responsável por um dos melhores formatos alternativos do momento, o Embolacha, exemplo de crowdfunding, apontam a tendência da virtualidade e das plataformas colaborativas. A boa e velha vaquinha dos amigos, agora é no cyberespaço.

No caso do e-night, a compra antecipadas de serviços, garante um capital circulante palpável para as casas noturnas, melhor do que as listas amigas fantasmas e voláteis. Se por um lado, a voz ativa dos contribuintes gera um comprometimento significativo para que os projetos se tornem possíveis (via o “financiamento da multidão”), por outro lado, a última moda do facebook é confirmar o maior número de eventos possíveis e não comparecer a nenhum! Hoje em dia você pode estar virtualmente presente, e na realidade não se comprometer de fato com nada. Pelo lado do virtual, uma faca de dois legumes.

O que a Rede Paralelo e seus estabelcimentos precisam, além das ferramentas virtuais, é justamente o cultivo do LUGAR em si, e usar de todas as formas para envolver o público. Não somos um não lugar, somos o cheiro, o gosto, a circulação, os afetos e o encontro das pessoas. O que faz a vida florescer. Como bem disse Mauricio, do Baratos (mais ligado a visão fatalista do guru do Ronca Ronca), “acima de tudo somos lugares, locais de encontro e nosso público é cheio de idéias, esse é o diferencial, apoiamos essas causas da criação”. E arremata “não nasci pra ser ONG…” É Maurício, meu véio, ONG eu não sei, mas como bem disse o Cabbet, “a gente vai ter que se organizar sim”, rápido e direitinho, rumo a tocha olímpica! Sorte lançada, vamos aproveitar as oportunidades, e ainda não há nada melhor do que os amigos reunidos pra achar boas saídas e estratégias.

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Rede Rio Paralelo promove debate no Cine Joia

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No dia 28/11, segunda, às 18h30, a Rede RIO PARALELO promove um debate no Cine Joia, em Copacabana. Chegue cedo pois o cinema conta com 87 lugares, distribuídos por ordem de chegada (sujeito à lotação). O encontro encerrará o evento de lançamento da Rede Rio Paralelo, com ações exclusivas dos parceiros da rede, que acontece entre os dias 25 e 28 de novembro (de sexta a segunda).

Cada estabelecimento terá atrações em seu campo de atuação, com o lançamento de livros, shows, exposições, mostras de cinema e descontos nos cardápios dos bares. Inicialmente estarão presentes casas e lojas do circuito Centro-Sul do Rio de Janeiro. Em breve chegaremos também às zonas Norte, Oeste e Niterói. Pegue nosso guia impresso com um mapa indicando os participantes e as atrações mais próximas!

SEMINÁRIO:

Mercado x Cultura: qual o futuro dos pequenos e médios negócios culturais como lojas, casas e salas de espetáculos e exibição no Rio de Janeiro dos grandes eventos?


Participantes:
Maurício Valladares, radialista, fotógrafo e criador do programa RoncaRonca
João Luiz de Figueiredo, coordenador do Núcleo de Economia Criativa da ESPM
Raphael Aguinaga, sócio do Cine Joia
Maurício Gouvea, sócio do sebo Baratos da Ribeiro
Paulo Monte, sócio da Bolacha Discos e do Embolacha, site de financiamento colaborativo
Mediador: Leo Feijó, do Grupo Matriz

Temas:
O impacto dos grandes eventos nesta cadeia produtiva, os custos elevados com aluguéis e a sustentabilidade das lojas, o vício do mercado publicitário em apoiar apenas eventos e negócios com grande escala e as barreiras para obtenção de patrocínio neste segmento, a possibilidade de criação de uma holding cultural de médios e pequenos, o papel do poder público e, ainda, como o crowdfunding pode ser útil neste esforço?

Quem somos:
Rede Rio Paralelo é resultado do esforço de produtores culturais cariocas para promover um tipo particular de ambiente: lugares que incitem experiências diferenciadas a partir da música, dos livros, de filmes e objetos de arte, design e outras peças ligadas a cultura.

Estão ligados nesta ação pioneira:
Audio Rebel, Baratos da Ribeiro, Berinjela, Boteco Salvação, Casa da Matriz, Cavídeo, Café do Solar, Cine Joia, Cine Santa, Clandestino, Espaço Acústica, Folha Seca Livraria, Fosfobox, Gibeer, King Seven, La Cucaracha, Livraria Oito e Meio, Moviola, Pista 3, Puebla Café, Saloon 79, Sempre Música Discos e Teatro Odisséia.

 

DEBATE

Dia 28/11/11 – 18h30
Cine Joia: Av N S Copacabana 680 – Subsolo H
Informações: rederioparalelo@gmail.com
Capacidade: 87 pessoas

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Adquira seu Cartão Rio Paralelo

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A partir dessa sexta, dia 25 de novembro de 2011, os cartões poderão ser adquiridos nos locais Participantes da Rede, dentro do horário de funcionamento de cada um deles.

Escolha o local mais conveniente e compre seu Cartão Rio Paralelo, por apenas R$ 10.
Vários locais oferecem cortesias e promoções vinculadas à compra do Cartão Rio Paralelo, aproveite!

Rio Paralelo

Rio Paralelo reúne livrarias, cinemas, casas noturnas, lojas e bares para promover circuito e realiza seminário em novembro

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Rede Rio Paralelo 
é resultado do esforço conjunto de produtores culturais cariocas para promover um tipo particular de ambiente: lugares que incitem experiências diferenciadas a partir da música, dos livros, de filmes e objetos de arte, design e outras peças.

É uma cooperativa criativa que oferece apoio a novos artistas e serve como laboratório para o universo autoral, com uma atuação particular no mercado da cultura. São lugares que buscam novas formas de produção, comercialização e distribuição de bens e serviços culturais. Acima de tudo, é uma rede formada por amigos e pessoas que frequentam os mesmos lugares. E que vêem seus negócios como complementares neste universo de arte e cultura.

ROTEIRO COM MAIS DE 20 DESTINOS CULTURAIS DA CIDADE JÁ MOVIMENTA 80 MIL PESSOAS POR MÊS; ASSOCIADOS REALIZAM EVENTO DE 25 A 28/11 E LANÇAM CARTÃO DE VANTAGENS DA REDE

A rede já nasce com mais de 20 estabelecimentos entre cinemas, livrarias, lojas, bares e casas noturnas associados ao universo criativo. Estão ligados neste esforço: Audio Rebel, Baratos da Ribeiro, Berinjela, Boteco Salvação, Café do Solar, Casa da Matriz, Cavídeo, Cine Jóia, Cine Santa, Clandestino, Espaço Acústica, Folha Seca Livraria, Fosfobox, Gibeer, King Seven Tattoo, La Cucaracha, Livraria Oito e Meio, Moviola, Pista 3, Puebla Café, Saloon 79, Sempre Música Discos e Teatro Odisséia.

Circuito terá atrações entre os dias 25 e 28 de novembro e cartão de vantagens

Em um mundo em que a realidade virtual domina o debate e o tempo das pessoas, e onde o mercado digital cresce continuamente, esta rede aponta para a relevância do ponto de encontro e da convivência. Da conversa com o balconista; do curador que pesquisa e oferece uma programação de qualidade ao público; do atendente que chama pelo nome; do músico que sai do palco ou do DJ na cabine; e até do dono do estabelecimento que mantém o seu lugar preferido aberto, apesar de todas as dificuldades burocráticas e da escassez de apoio comercial. É um mercado dominado pela grande indústria. Acredite: os pequenos e médios negócios culturais só sobrevivem porque há gente apaixonada pela arte de abrir aquela porta todos os dias.

O primeiro movimento da rede será a realização de um evento entre os dias 25 e 28 de novembro (de sexta-feira a segunda) com a criação de um circuito, um portal coletivo e a atuação conjunta nas mídias sociais. Sim, valorizamos as ferramentas virtuais!

Cada estabelecimento terá atrações em seu campo de atuação, com o lançamento de livros, shows, exposições, mostras de cinema e descontos nos cardápios dos bares. Inicialmente estarão presentes casas e lojas do circuito Centro-Sul do Rio de Janeiro, em bairros como Lapa, Copacabana, Botafogo, Jardim Botânico e Ipanema. Mas o objetivo é chegar às zonas Norte e Oeste em breve. Está previsto para janeiro o lançamento de um guia com um mapa indicando os participantes e atrações próximas.

Rede terá fundo de apoio aos estabelecimentos, como um Banco da Cultura

O público poderá adquirir um Cartão de Vantagens. O sistema incluirá promoções, acesso exclusivo a eventos e descontos permanentes, definidos por cada cinema, casa ou loja participante. O cartão terá o custo de R$ 10 por pessoa. Os 50 primeiros que completarem pelo menos 10 endereços do circuito de sexta a domingo receberão um pacote especial de premiação, incluindo produtos de todos os participantes. Está em estudo ainda um meio de transporte para o evento, utilizando vans ou ônibus para a circulação do público, com preços reduzidos.

O uso do cartão neste formato já é uma experiência bem-sucedida em Santa Teresa. O público do Cine Santa ganha descontos permanentes. Agora, os créditos poderão ser usados entre as lojas, casas e cinemas ligados ao Rio Paralelo.

Quem adquirir o cartão estará não apenas ganhando acesso a promoções e descontos, mas também apoiando uma forma diferente de produzir, exibir e distribuir cultura na cidade. A ideia do Rio Paralelo é mostrar que fazemos uma programação de qualidade, de forma permanente, o ano inteiro. Os idealizadores criarão ainda um fundo com 10% da arrecadação com o cartão, de forma a criar uma espécie de Banco da Cultura, em uma iniciativa que poderá proteger estabelecimentos em dificuldades momentâneas e custear novas ações do circuito.

Seminário discutirá a relação do mercado de arte e cultura permanente sem patrocinadores em contraponto ao investimento em grandes eventos no Rio

O público que circula pelos mais de 20 estabelecimentos participantes é estimado em 80 mil pessoas por mês. Um número que descortina um paradoxo: apesar do grande volume de clientes, as atividades não têm patrocinadores. Ao contrário dos grandes eventos, sempre associados a marcas comerciais.

Há diversos gargalos neste mercado, segundo contam proprietários e empreendedores culturais. Esses pontos de vista serão debatidos no dia 28 de novembro, às 18h30, no Cine Jóia, em Copacabana, local que sediou os primeiros encontros para a formação do Rio Paralelo. Entre os problemas enfrentados hoje está o alto preço dos aluguéis no Rio. A especulação imobiliária na cidade, associada a margens reduzidas de lucro, pode inclusive inviabilizar os negócios.

O Rio Paralelo quer mostrar que há algo além dos grandes eventos na cidade. O momento é excelente, mas os investimentos concentrados em grandes eventos precisam de uma contrapartida para o circuito cultural. São casas e lojas que produzem cultura o ano inteiro, na maioria das vezes sem patrocínio. Esses lugares são esvaziados quando o público é desviado por conta do eventismo, e de uma visão que esquece outras praças e circuitos da cidade. Durante um festival de música pop realizado na Cidade do Rock, por exemplo, a Lapa perdeu 60% de seu público habitual durante quase dez dias. Quem paga esta conta?

Associativismo com impacto urbano

Muitos dos empreendedores participantes já atuam com responsabilidade em suas regiões. O evento Abraço da Paz, na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, levou à ocupação cultural de um antigo prédio construído por traficantes; em Botafogo, a criação de um pólo de cultura e turismo levou à geração de mais empregos e à realização de eventos locais que valorizam o bairro. Além desses, a realização da Feira de Vinil do Rio é outra ação bem-sucedida de integrantes do grupo. Sobrevivência, afinal, é um tema recorrente, apesar do bom público que circula pelas lojas. Até 2016, lembra um dos participantes, nosso balneário estará na mira de “piratas e corsários de toda estirpe e nacionalidade, com práticas que nem sempre levam em conta a boa vizinhança”. Por isso esta conexão do Rio Paralelo é fundamental, diz ele.

A ideia do Clube de Vantagens e do evento é o início de um esforço de maior alcance. Diante das dificuldades de acesso a recursos, o futuro exige que este movimento atraia mais apoiadores. Esta rede mostra que é possível produzir cultura sem atender necessariamente a uma lógica de mercado, com diversidade de atrações, produtos, ideias e canais próprios de troca. Concorrentes atuando em conjunto, como amigos? É esta a lógica desta rede: a colaboração pela cultura.

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